DEPRESSÃO - Tenda Mistíca Mariana

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DEPRESSÃO

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MAIS DE 350 MILHÕES DE PESSOAS SOFREM DE DEPRESSÃO NO MUNDO

Segundo levantamento feito pela OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão em todo o mundo, ou seja, pelo menos 5% da população.

Esse é um alerta importante para a necessidade de incentivar os governos a implementarem tratamentos para combater o transtorno.

Apesar de haver terapia para a depressão, apenas metade das pessoas que sofrem com a doença recebe os cuidados de que necessitam. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, apenas com acompanhamento psicológico, mas na forma moderada ou grave, geralmente os pacientes precisam de medicação.

De uma maneira geral, a depressão pode ser definida como um processo que se caracteriza por lentidão dos processos psíquicos, humor depressivo e/ou irritável (associado à ansiedade e a angústia), redução de energia,(desânimo,cansaço fácil),incapacidade parcial ou total de sentir alegria e/ou prazer (anedonia), desinteresse, lentificação, apatia ou agitação psicomotora, dificuldade de concentração e pensamentos de cunho negativo, com perda da capacidade de planejar o futuro e alteração do juízo de realidade. A capacidade de crítica do estado mórbido pode ou não estar preservada. A gravidade e freqüência dos sintomas variam muito de um deprimido a outro, podendo ser intermitentes ou predominar lentidão física e mental com inibição e ansiedade, ou ainda intensa agitação psicomotora ou estupor depressivo, com alucinações, idéias deliróides e/ou obnubilação da consciência, no caso da depressão. Dentro desse conjunto de características, as tendências suicidas têm posição de destaque, estando presentes numa fração considerável (15% a 30%) dos indivíduos depressivos (Carlson, 2002).

Tratamento da depressão
Mais de 80% das pessoas com depressão podem melhorar se receberem o tratamento completo. O primeiro passo é procurar um médico, que realizará um exame adequado para excluir outras causas para os sintomas. Em seguida, o médico deverá conduzir uma avaliação diagnóstica para depressão ou encaminhar o paciente para um psiquiatra para esta avaliação.A escolha do tratamento irá depender do diagnóstico do paciente, da gravidade dos sintomas. Uma ampla gama de tratamentos, que inclui medicamentos, psicoterapias (terapiaspela fala) e outras formas de tratamento. Em geral, os episódios depressivos moderados ou graves, principalmente ou que são recorrentes, necessitarão de uma combinação destes tratamentos para um melhor resultado. O efeito terapêutico geralmente só é percebido após algumas semanas de tratamento. Uma vez que a pessoa apresente melhora, o tratamento deve ser mantido por mais alguns meses (ou em alguns casos, indefinidamente) para prevenir uma recaída.

Classificação dos 7 principais tipos de depressão
A depressão é muitas vezes classificada como distimia, quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo (pelo menos seis meses) de forma "leve", enquanto que nas ocorrências graves da depressão os sintomas atingem proporções incontroláveis, impossibilitando as atividades normais do indivíduo e obrigando a internação devido ao alto risco de suicídio.Do ponto de vista didático, a depressão clínica pode ser dividida em 7 tipos principais.

Depressão maior

Os pacientes com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir, por um período não inferior a duas semanas:

- Desânimo na maioria dos dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças há um predomínio da irritabilidade)
- Falta de prazer nas atividades diárias
- Perda do apetite e/ou diminuição do peso
- Distúrbios do sono — desde insônia até sono excessivo durante quase todo o dia
- Sensação de agitação ou languidez intensa
- Fadiga constante
- Sentimento de culpa constante
- Dificuldade de concentração
- Idéias recorrentes de suicídio ou morte

Além dos critérios acima, devem ser observados outros pontos importantes:os sintomas citados anteriormente não devem estar associados a episódios maníacos (como no transtorno bipolar); devem comprometer atividades importantes (como o trabalho ou os relacionamentos pessoais); não devem ser causados por drogas,álcool ou qualquer outra substância e devem ser diferenciados de sentimentos comuns de tristeza. Geralmente, os episódios de depressão duram cerca de vinte semanas.Os sintomas da depressão nas crianças podem ser diferentes das dos adultos,incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir com suas atividades favoritas, irritabilidade acentuada, queixas frequentes de problemas como dores de cabeça e cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, concentração ruim ou alterações nos padrões de sono e de alimentação.

Depressão crónica (distimia)
A depressão crônica leve, ou distimia, caracteriza-se por vários sintomas também presentes na depressão maior, mas eles são menos intensos e duram muito mais tempo — pelo menos 2 anos. Os sintomas são descritos como uma "leve tristeza" que se estende na maioria das atividades. Em geral, não se observa distúrbios no apetite ou no desejo sexual, mania, agitação ou comportamento sedentário. Os distímicos cometem suicídio na mesma proporção dos deprimidos graves. Talvez devido à duração dos sintomas, os pacientes com depressão crônica não apresentam grandes alterações no humor ou nas atividades diárias, apesar de se sentirem mais desanimados e desesperançosos, e serem mais pessimistas. Os pacientes crônicos podem sofrer episódios de depressão maior (estes casos são conhecidos como depressão dupla).

Depressão atípica
As pessoas com esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.

Depressão pós-parto
Em algumas situações pós-parto surge a depressão que é chamada de "depressão pós-parto".
Este tipo de depressão pode dever-se a perturbações e alterações do foro emocional e/ou hormonal, uma vez que o corpo da mulher sofre demasiadas alterações com o nascimento de um bebê. Por vezes
surgem desconfortos e sensações de dores de costas que podem agravar o estado emocional e hormonal da recente mãe. Estas queixas por vezes agravam o estado emocional e precisam ser verificadas.
Os partos naturais e as alterações que a bacia sofre para o nascimento do bebê podem criar alterações quer a nível da bacia quer a nível da coluna, que podem agravar o estado emocional da mulher. Estas alterações podem estar na origem de depressões de causas físicas.

Distúrbio afetivo sazonal (DAS)
Este distúrbio caracteriza-se por episódios anuais de depressão durante o outono ou o inverno, que podem desaparecer na primavera ou no verão, quando então tendem a apresentar uma fase maníaca. Outros sintomas incluem fadiga, tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.

Tensão pré-menstrual (TPM)
Há depressão acentuada, irritabilidade e tensão antes da menstruação. Afeta entre 3% e 8% das mulheres em idade fértil. O diagnóstico baseia-se na presença de pelo menos 5 dos sintomas descritos no tópico depressão maior na maioria dos ciclos menstruais, havendo uma piora dos sintomas cerca de uma semana antes da chegada do fluxo menstrual, melhorando logo após a passagem da menstruação.

Pesar
O pesar, também conhecido como reação de luto, não é um tipo de depressão, mas ambas possuem muito em comum. Na verdade, pode ser difícil diferenciá-los. O pesar, contudo, é considerado uma resposta emocional saudável e importante quando se lida com perdas. Normalmente é limitado. Nas pessoas sem outros distúrbios emocionais, o sentimento de aflição dura entre três e seis meses. A pessoa passa por uma sucessão de emoções que incluem choque e negação, solidão, desespero, alienação social e raiva. O período de recuperação consome outros 3 a 6 meses. Após esse tempo, se o sentimento de pesar ainda é muito intenso, ele pode afetar a saúde da pessoa ou predispô-la ao desenvolvimento de uma depressão propriamente dita.

Causas da depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.


Os principais sintomas emocionais na depressão são:

- Tristeza (maior parte do dia, quase diária)
- Ansiedade
- Culpa
- Raiva
- Alterações súbitas de humor
- Sensação de que nada nem ninguém pode ajudar
- Falta de esperança
- Falta de prazer ou interesse pelas atividades diárias
- Perda de sensação de afeto dirigido a amigos e familiares
- Irritabilidade, queixas sobre assuntos que antes não preocupavam
- Insatisfação com a vida em geral

Os principais sintomas físicos de depressão são:

- Mudanças no padrão de sono (insónia ou hipersónia)
- Comer de mais ou de menos
- Alterações de peso (5% ou mais)
- Irregularidades no ciclo menstrual
- Perda de desejo sexual
- Perda de energia, fadiga crónica
- Dores de cabeça, costas ou outras sem explicação aparente
- Problemas digestivos tais como dores de estômago, enjoo, má digestão e/ ou mudanças nos hábitos intestinais

Os principais sintomas comportamentais da depressão são:

- Chorar sem razão aparente ou no outro extremo, falta de resposta emocional as situações
- Evitar as outras pessoas
- Evitar novas situações
- Ataques de zanga
- Desmotivação para estabelecer ou lutar por objetivos
- Perda de interesse pela aparência física pessoal
- Perda de interesse pelas atividades outrora consideradas interessantes
- Consumir drogas e álcool
- Capacidade diminuída ao lidar com as tarefas diárias
- Diminuição da capacidade de atenção, concentração, memorização, decisão, clareza

Os principais fatores de risco que podem originar uma depressão são:

- História familiar de depressão
- Sexo feminino
- Idade mais avançada
- Episódios anteriores de depressão
- Parto recente
- Acontecimentos estressantes
- Dependência de droga

DEPRESSÃO EM MULHERES


O número de casos entre mulheres é o dobro dos homens. Não se sabe se adiferença é devida a pressões sociais, diferenças psicológicas ou ambas. A vulnerabilidade feminina é maior no período pós-parto: cerca de 5% das mulheres relatam sintomas de depressão nos seis meses que se seguem ao nascimento de um filho. A doença é recorrente. Os que já tiveram um episódio de depressão no passado correm 50% de risco de repeti-lo. Se já ocorreram dois, a probabilidade de recidiva pode chegar a 90%; e se tiverem sido três episódios, a probabilidade de acontecer o quarto ultrapassa 90%.Como é sabido, quadro de depressão podem ser disparados por problemas psicossociais como a perda de uma pessoa querida, do emprego ou o final de uma relação amorosa. No entanto, até um terço dos casos estão associados a condições médicas como câncer, dores crônicas, doença coronariana, diabetes, epilepsia, infecção pelo HIV, doença de Parkinson, derrame cerebral, doenças da tireóide e outras.Diversos medicamentos de uso continuado podem provocar quadros depressivos. Entre eles estão os anti-hipertensivos, as anfetaminas (incluídas em diversas fórmulas para controlar o apetite), os benzodiazepínicos, as drogas para tratamento de gastrites e úlceras, os contraceptivos orais, cocaína, álcool,antiinflamatórios e derivados da cortisona.

Auto-teste de depressão
Só «mal disposto» ou é mesmo uma depressão?

Responda às seguintes questões. Assinale cada uma das seguintes afirmações que se aplique ao seu caso há mais de duas semanas. Todas as questões às quais responder afirmativamente valem 1 ponto, a questão 14 vale 5 pontos.

1. Sente-se frequentemente triste ou desanimado sem motivo aparente?

2. Tem dificuldade em concentrar-se e não consegue tomar decisões, ainda que pequenas?

3. Não tem energia, sente-se geralmente cansado e/ou muito inquieto a nível interior?

4. Já não se interessa por coisas que antes lhe causavam alegria?

5. Perdeu a confiança nas suas próprias capacidades?

6. Atormenta-se com sentimentos de culpa e autocrítica?

7. Cisma constantemente sobre o futuro e vê tudo negro?

8. De manhã tudo parece pior?

9. Sofre de perturbações do sono graves?

10. Evita o contacto com outras pessoas?

11. Tem dores físicas que não consegue explicar?

12. Tem pouco ou nenhum apetite?

13. Perdeu o interesse sexual?

14 .Sente-se desesperado e não tem vontade de viver?

Caso tenha atingido uma pontuação igual ou superior a 5, tal pode ser indicador de uma depressão. Dirija-se a um especialista.

Depressão e atividade física
A depressão como um distúrbio da área afetiva ou do humor se caracteriza pela perda do interesse ou prazer e traz impacto funcional a indivíduos de qualquer faixa etária e requer abordagem multiprofissional adequada a cada caso em particular.

Tem-se evidenciado que pessoas fisicamente ativas apresentam menor incidência de muitos estados patológicos, entre eles os sintomas depressivos.

A atividade física contribui para a estimulação que o sistema nervoso central recebe para a produção de serotonina e endorfina, substâncias que inibem e melhoram os processos depressivos, por isso tem merecido atenção de estudiosos e pesquisadores que relatam que; atividade física de moderada a baixa já se pode observar uma melhora do quadro depressivo.

Como combater a depressão
De modo a poder combater a depressão, deixamos alguns conselhos:

- Envolva-se com as pessoas.

- Telefone a um amigo, ou a alguém com quem queira estabelecer laços mais fortes e converse com ele.

- Envolva-se com atividades de grupos, teatro, coro, associações, juventudes políticas, religiosas, vá à piscina, mime-se, cuide do seu corpo, dê uma vista de olhos ao lado positivo das coisas, faça uma lista das coisas boas que lhe acontecem na sua vida, acalme-se, utilize técnicas de relaxamento e aprecie as sensações que vão ocorrendo.

Um último comentário IMPORTANTE

A ajuda existe e sob várias formas, com muito sucesso. Tudo o que é preciso é dar o primeiro passo nesse sentido uma vez que cada um de nós, adultos, somos os únicos responsáveis pela nossa saúde e bem-estar. Ler sobre depressão não nos faz sentir melhor. É preciso agir.Se um caminho não está a funcionar, tente outro.


Depressão infantil

Dados empíricos apontam um aumento preocupante na incidência de transtornos emocionais em crianças e adolescentes nas últimas décadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), realizou um estudo onde demonstra que 20% das crianças e adolescentes apresentam sintomas da doença, e no Brasil as estatísticas sugerem entre 8 % e 12%.

Segundo a OMS em 2.020 a depressão passará ser a principal causa de mortes no mundo, perdendo apenas para as doenças coronárias. Estima-se que a Depressão Infantil afete uma em cada 20 crianças abaixo dos 10 anos de idade.

O Transtorno Depressivo Infantil é um transtorno do humor capaz de comprometer o desenvolvimento da criança ou do adolescente e interferir no seu processo de maturidade psicológico e social.

Na criança e adolescente, muitas vezes os sintomas de depressão se confundem com transtornos de comportamento ou de caráter, podendo ser alvo de críticas de pais, que não percebem estarem diante de um quadro de depressão. Muitas vezes a depressão é confundida com Hiperatividade, Déficit de Atenção irritabilidade ou agressividade, rebeldia , problemas de aprendizado etc. Os sintomas da depressão em crianças e adolescentes são diferentes dos sintomas dos adultos.

As crianças mais novas, devido à falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a depressão atípica, notadamente como Hiperatividade.

São inúmeros os fatores que podem desencadear a depressão. Nas crianças e adolescentes, a depressão costuma manifestar-se a partir de uma situação traumática, como separação dos pais, atritos familiares, morte de uma pessoa querida, solidão, chegada de um novo irmãozinho, rejeição por parte dos amigos, cobrança exagerada em relação ao desempenho escolar, são alguns deles. ”Estudos apontam que a violência urbana, o excesso de atividades na agenda diária e a falta de espaço para o lazer, também são fatores que podem desencadear a doença”.

“Crianças que não sabem lidar com limites, que têm baixa tolerância à frustração, comportamento manipulativo, alta impulsividade, dificuldade em aceitar a realidade poderão entrar em depressão toda vez que houver uma ameaça de destruição desse mundo ilusório em que foram criados”, comenta Olga Tessari.

Os pais devem redobrar a atenção quando a criança estiver atravessando situações difíceis e, ao primeiro sinal de depressão, devem acolher a criança ou adolescente e encaminhá-lo a um profissional o mais rápido possível. Na maioria das vezes, o apoio da família e a psicoterapia são suficientes.

Os pais e educadores devem estimular a criança para que brinquem ou pratiquem atividades com outras crianças, estimulando assim o seu humor e ajudando no seu desenvolvimento psicossocial e criar o hábito de diálogo com os filhos, fortalecendo os laços afetivos e criando um espaço para que ele fale sobre seus sentimentos.

Pais e Educadores devem estar atentos quando alguma criança apresentar as seguintes características:

- Queda no rendimento escolar, perda de atenção e concentração
- Fobia Escolar
- Baixa auto-estima, depreciando-se
- Estado de tristeza e choro com facilidade
- Tendência ao isolamento social e à solidão
- Queixas generalizadas de rejeição
- Baixa energia, inclusive para atividades físicas e de lazer
- Falta de disposição para iniciar tarefas, tendendo a retardá-las
- Queixas de cansaço injustificado
- Maior irritabilidade e agressividade
- Baixa tolerância para frustração
- Condutas antissociais e destrutivas
- Agitação excessiva
- Significante perda ou ganho de peso
- Dificuldade de se afastar da mãe
- Sentimento de culpa
- Queixa constante de dores na cabeça, barriga e nas pernas
- Insônia ou sono excessivo
- Tiques
- Fala de morte própria ou de familiares
- Fala de fugir de casa
- Quadros de medo inexplicado e de terror noturno

Não é obrigatório que a criança complete todos os itens da lista para se fazer um diagnóstico.

Depressão no Idoso

A depressão constitui enfermidade mental frequente no idoso, comprometendo intensamente sua qualidade de vida, sendo considerada fator de risco para processos demenciais. É uma condição que coloca em risco a vida, sobretudo daqueles que têm alguma doença crônico-degenerativa ou incapacitante, pois há uma influência recíproca na evolução clínica do paciente. As estratégias de tratamento mais utilizadas são psicoterapia, intervenção medicamentosa e exercício físico. A atividade física, quando regular e bem planejada, contribui para a minimização do sofrimento psíquico do idoso deprimido, além de oferecer oportunidade de envolvimento psicossocial, elevação da autoestima, implementação das funções cognitivas,com saída do quadro depressivo e menores taxas de recaída.
Uma das vantagens do exercício físico é o efeito positivo também na prevenção e tratamento de outros agravos comuns nas pessoas idosas. Propõe-se que as administrações municipais organizem programas de atividade física, além da inclusão exercícios físicos nas programações dos Grupos de Terceira Idade.

Tratamento da Depressão no Idoso

O tratamento da depressão no idoso tem por finalidade reduzir o sofrimento psíquico causado por esta enfermidade, diminuir o risco de suicídio, melhorar o estado geral do paciente e garantir uma melhor qualidade de vida. O tratamento da depressão, como também de outras doenças neuropsiquiátricas no idoso, constitui um desafio que envolve intervenção especializada. As estratégias de tratamento, comentadas a seguir, envolvem psicoterapia, intervenção psicofarmacológica. Inicialmente, há a necessidade da identificação de fatores que estariam desencadeando o surgimento de um processo depressivo, ou mesmo, agravando uma depressão já existente. Assim, é pertinente verificar se o paciente possui alguma doença clínica que esteja relacionada com a depressão e observar se o uso de algum medicamento (antiinflamatório, anti-hipertensivo, remédio para insônia, etc.) não estaria levando ao surgimento de sintomas depressivos. A seguir, convém investigar aspectos de natureza psicológica e psicossocial, como lutos, isolamento social, abandono e outros fatores que tendem a desencadear sintomas depressivos.

A intervenção psicoterapêutica, preferencialmente com profissionais especializados em idosos, ajuda a identificar os fatores desencadeadores do processo depressivo, contribuindo para a orientação dos familiares, dos cuidadores e do próprio paciente.

Atividades do tipo terapia ocupacional, participação em atividades artísticas e de lazer também têm seu papel no tratamento do idoso deprimido. A intervenção psicoterapêutica, particularmente indicada para idosos, é a modalidade denominada de psicoterapia breve. Esta modalidade, além de minimizar o sofrimento psíquico do paciente, ajuda o idoso deprimido a reorganizar seu projeto de vida. É uma terapia prospectiva, voltada para o presente e para o futuro, com duração, em geral, de seis meses.

Quando os sintomas da depressão colocam em risco a condição clínica do paciente e quando sofrimento psíquico é significativo, faz-se necessária a intervenção psicofarmacológica. Recomendam-se os antidepressivos de segunda geração, por constituírem medicamentos mais seguros para os idosos. A depressão não tratada coloca em risco a vida do paciente e eleva muito seu sofrimento, como visto anteriormente, não se justificando o não tratamento da depressão.

Deve-se ter atenção para os efeitos adversos dos medicamentos prescritos e para o risco de interação medicamentosa. Devido à presença de várias enfermidades que comumente acometem os idosos, eles tendem a fazer uso de vários medicamentos, com risco elevado de interação medicamentosa com potencialização de efeitos adversos. Especialmente, deve-se evitar drogas que produzam ou potencializem efeitos anticolinérgicos, hipotensão postural, distúrbios do sistema de condução cardíaca e delirium. A associação do tratamento psicofarmacológico com psicoterapia tem demonstrado bons resultados.


Fonte: http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/3913/depressao-no-idoso

Kamilly Rosa Figueiredo
Professora e especialista em neuropsicologia

 
 
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